Homepage

Aves

Artigos

Compra & Venda

Links

AVES - FORPUS - COELISTIS

 

       

FORPUS COELISTIS

 

Nome científico : Forpus coelestis

 

Subespécies :  Forpus coelestis coelestis ; Forpus c. lucida

 

Tamanho : 12,5 cm Peso 50 Grs

 

Reprodução em cativeiro : Excelente

 

Qualidade como ave de estimação : doce, meiga e brincalhona

(podem mesmo dizer uma ou outra palavra)

Anilha: 4,0 mm

 

Esperança de Viva : 20 a 25 anos

 

SEXAGEM

Ao contrário da maioria dos psitacídeos cuja sexagem só é possível por análises de ADN, nos Forpus existe um dimorfismo sexual que nos ajuda visualmente a distinguir machos e fêmeas.

O macho é considerado o mais belo do casal, possuindo uma faixa azul cobalto que parte dos olhos e se prolonga até a parte de trás da cabeça, este azul muito brilhante surge ainda por debaixo das suas asas e na parte terminal das costas. A fêmea possui uma coloração mais uniforme e menos brilhante, sem as marcações azuis do macho.

NOTA : Por vezes existem algumas fêmeas que apresentam algumas marcas á semelhança dos machos, no entanto elas são menores e pouco intensas.

 

INSTALAÇÕES

Se pretende criar casal a casal deverá ter em atenção que quanto mais espaçosa for a gaiola melhor será para a ave, oferecendo-lhe mais espaço para voar e se exercitar, melhor será a condição física da ave e como tal irá reflectir-se nas posturas e vitalidade das suas aves.

Ninhos : Tipo Diamante Gould, se possível com tamanho superior, devendo possuir 2 compartimento, um para servir de choco e outro no qual o macho normalmente se insta-la e alimenta a fêmea e as crias.

Dado que as aves não fazem o seu próprio ninho deverá por aparas de madeiras macias (para não ferir as crias) ou mesmo “pelos” sintéticos que normalmente se utilizam para ninhos de canários.

 

MATURIDADE SEXUAL

Fêmea entre 6 a 8 meses e  Macho entre 8 e 12 meses.

 

COLONIAS

Devido a serem aves extremamente territorialistas, nunca deve juntar 2 casais adultos, ou mesmo um casal adulto com aves novas. O conflito será inevitável e acabará certamente com a morte de algumas aves.

A melhor solução será adquirir aves novas com cerca de 4 e máximo de 8 meses para que se habituem á presença umas das outras e estabeleçam desde cedo a sua hierarquia de forma a minimizar conflitos.

Os viveiros deverão ser espaçosos e nunca sobrepovoados.

 

FORMAÇÃO DE CASAIS

Aves Novas – sempre que possível em colónia ou viveiro espaçoso para que elas próprias escolham o seu parceiro. Esta medida irá seguramente proporcionar-lhe bastantes sucessos a nível reprodutivo.

Aves Adultas – torna-se bastante mais complicado, uma vez que quando é introduzida uma nova ave é considerada invasora e como tal existe uma tendência para se atacarem. Para formar casal com uma ave adulta, deve ter em atenção que a ave a introduzir deverá ser da mesma cor (mutação) da ave com a qual ela estava acasalada. Muito importante para haver uma possível aceitação por parte da ave adulta. O ideal para quem tem uma ave adulta é adquirir uma ave nova que nunca tenha acasalado.

Com aves adultas o melhor será colocá-las em 2 gaiolas separadas ou na mesma gaiola com um separador, para que as aves se adaptem uma á outra e passado 2 semanas, deverá juntar as mesmas.

Deve sempre que junte 2 aves verificar o comportamento entre as mesmas, sendo que deve colocar o macho na gaiola da fêmea para minimizar conflitos, uma vez que o macho é mais territorialista. Se começarem a agredir-se freneticamente deve separa-las de imediato, e repetir o processo para ver se consegue formar um casal. Se após 2/3 tentativas não resultar, será melhor tentar encontrar outra ave para formar casal.

 

REPRODUÇÃO

Normalmente têm posturas entre 4 a 7 ovos, com período de incubação de 21 dias, Quer o macho como a fêmea auxiliam-se mutuamente durante o período de incubação, chegando alguns machos a permanecer durante todo este período ao lado da fêmea. Normalmente a fêmea, mais que o macho é extremamente defensora do ninho, pelo que se pretende ver ovos ou crias, deve fazê-lo com máximo de cuidado e sempre que possível quando nenhum dos progenitores estiver no ninho. Caso contrário, irá sentir a força do bico da fêmea e em casos extrememos os progenitores podem mesmo atacar as crias, matando-as, principalmente por parte do macho.

Com cerca de 3 semanas, começam a ganhar as primeiras penas e como tal já é possível detectar machos e fêmeas. Com cerca de 5-6 semanas saem do ninho e muito rapidamente começam a comer sozinhas. Logo que saiam do ninho deve colocar-lhes 2 recipientes um com comida e outro com papa no fundo da gaiola para que rapidamente comam sozinhas. Quando as crias forem independentes, deve retirá-las, uma vez que se irá iniciar novo ciclo reprodutivo e como tal o macho poderá vir a atacar as criar que se encontrem na gaiola.

Não deverá deixar o mesmo casal fazer mais de 3 posturas ano para não o desgastar em demasia a fêmea.

Assim findo o período de criação deverá retirar o ninho ao casal, se mesmo assim a fêmea continuar a pôr ovos, deverá mudar-lhe de gaiola (mudando a vista) evitando assim o desgaste da mesma.

 

CONSANGUINIDADE

Há semelhança de todas as espécies das aves deve evitar ao máximo a consanguinidade entre os casais que pretenda formar. Pode originar problemas genéticos como a má formação da ave; aves debilitadas e fracas que acabam por morrer e até mesmo á infertilidade das crias.

 

OBSERVAÇÕES

Aves extremamente agressivas. Não sendo de estranhar que mesmo que tenha um casal formado com bastante tempo, macho ou fêmea se ataquem até á morte de um deles.

Existe uma elevada percentagem de casais, que não alimenta convenientemente as crias, deixando-as morrer com alguns dias de vida, assim como outros casais que atacam e acabam por matar as próprias crias mesmo antes destas saírem do ninho. Neste caso deverá recorrer a outras aves como madrastas (trocando ovos).

 

 

 

Copyright : Manuel Falcão                     www.forpus.com.pt                    Contacto (e-mail)